domingo, 26 de fevereiro de 2012

CARNAVAL DAS ANTIGAS

Samba de Lata de Tijuaçu
            Desde o ano de 2010, tenho desenvolvido um trabalho como professor de Artes na Escola Municipal de Primeiro Grau de Tijuaçu, comunidade quilombola, distrito de Senhor do Bonfim BA.
            Pude perceber inicialmente que os alunos apresentavam um distanciamento em questões relativas a arte e a cultura, dificuldades que estão sendo superadas com o desenvolvimento de atividades artísticas diversas voltadas para a valorização da cultura local.
            Nesta sessão do blog gostaria de apresentar as primeiras atividades que estão sendo desenvolvidas no ano de 2012, tendo como objetivo o conhecimento, sensibilização, prática e valorização dos mais diversos meios de expressão artística e cultural que abrangem desde a arte universal, popular brasileira e a cultura local, proporcionando situações em que os alunos percebam-se como resultado de um processo cultural e com intervenções que promovam a valorização de sua cultura.
De acordo a minha diagnose inicial para o ano de 2012, percebi que as turmas ainda apresentam um certo distanciamento no que se refere a questões culturais próprias a sua comunidade, a arte universal e pouco direcionamento no que se refere à disciplina, contudo esse quadro atual em relação ao ano de 2010 tem revelado avanços.
Para melhorar esse quadro, a direção da escola juntamente com os professores tem como proposta didática para este ano a interdisciplinaridade resultando numa viagem a Salvador para que os alunos vivenciem a realidade estudada durante o ano letivo.

Projeto Pedagógico - 2012
A comunidade quilombola de Tijuaçu está situada no semi-árido baiano e seu processo histórico cultural tem como marca à resistência, ou seja, não está isolada da resistência quilombola da Bahia na construção da identidade afro-brasileira.
Todas as coisas a nossa volta tem uma história. por isso, a Escola Municipal de 1º Grau de Tijuaçu, após debate com toda a equipe escolar, traz uma proposta integrada de trabalho, um projeto interdisciplinar que contempla o estado da Bahia, como foco principal na aquisição e construção do conhecimento durante o ano letivo de 2012.

O Projeto Pedagógico oferecido pela escola abrange diversas áreas do conhecimento humano e pretende reforçar a relação da construção de conhecimento com o contexto social em que foi produzido com a intencionalidade de subsidiar o professor no processo de ensino, sempre incentivando-o a buscar ele próprio novas formas de explorá-lo, de modo que possa estimular no educando a curiosidade, o espírito investigativo do aprender a aprender e a desvendar as histórias que estão por toda parte. como o próprio tema sugere, são muitas as possibilidades de descobrir e compreender a diversidade e a pluralidade da cultura de cada lugar.

Uma excursão à Salvador, com os alunos do 9º ano, foi escolhida para ser o elemento mais visível, por  traduzir o mistério próprio das belezas, onde estão guardados os segredos mais antigos da Bahia.
Pense que Tijuaçu faz parte de um espaço maior: a Bahia. Pense também que localiza-se no Brasil e no imenso planeta Terra. Pense em quantos segredos podem ser descobertos e na capacidade que tem o homem de transformar o ambiente em que vive, isto é, de construir muitas outras histórias.

Maria de Fátima Xavier Ribeiro - Diretora

            Uma das primeiras ações para este ano foi a realização de um evento cultural na escola em comemoração ao carnaval tendo como tema “Carnaval das Antigas.” Esta abordagem teve como proposta a valorização da cultura brasileira, tendo em vista a grande importância desse evento cultural no âmbito nacional, levantando a questão da importância da música popular brasileira através das marchinhas de carnaval e para que os alunos  percebam as diferenças entre músicas do passado e canções atuais. Para isso, após a finalização do evento, os alunos puderam participar de uma discoteca montada na escola onde músicas da atualidade que tinham relação com a cultura local foram apresentadas.
            Para tanto a matéria de artes destacou a importância das máscaras e das fantasias no carnaval tendo como objetivo final a confecção de máscaras pelos alunos e um concurso de máscaras e fantasias. Aqui vocês podem ver um pouco do que aconteceu.




Aluns do Ensino Fundamental

Concurso de Máscaras

Concurso de Máscaras















Concurso de Fantasia




Coordenadora

Diretora













terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O QUE É ESPAÇO?

Arte Digital Surrealista de Marcel Caram - A Porta, o Tempo e o Espaço
O que é Espaço?
        
            No nosso dia a dia, reconhecemos e usamos espaços, mas responder a essa pergunta não é uma tarefa simples. A palavra espaço pode ter vários sentidos.
            Podemos entendê-la como sinônimo de lugar ou com o significado de distância entre dois objetos. Também podemos falar no espaço no sentido matemático, quando consideramos as três dimensões que o constituem: altura, largura e profundidade.
            Na astronomia, espaço é porção “vazia” do universo, onde existe apenas o vácuo. Existem ainda os espaços construídos pelo homem, como o arquitetônico, o político, e o cultural.
            E, nos tempos atuais, devemos considerar também a ideia de espaço virtual.
            Na arte, a questão do espaço tem sido uma fonte de inspiração e estudo por muito tempo. E você? Que tal ficar por dentro desse tema e fazer parte deste espaço?
Desenhando Mãos (1948) - M. Escher



Do Bi ao Tridimensional
             
Para começar nosso estudo do tema espaço, o primeiro passo que devemos dar é entender as três dimensões. São elas que permitem analisar e medir o espaço. Pensando geometricamente:
·         A primeira dimensão é representada pela linha, que pode ser medida de acordo com seu cumprimento.
·         A segunda dimensão é a altura. Juntando a altura e o comprimento, temos a superfície ou área.
·         A terceira dimensão é a profundidade. As três dimensões juntas definem o volume da figura.
Na arte temos obras que ocupam apenas duas dimensões, chamadas de bidimensionais, e outras que englobam uma terceira dimensão, chamadas de tridimensionais.
Kandinsky
O Ponto e a Linha

Para Kandinsky, que fazia relações entre a imagem, a música e a dança, o ponto era o início de tudo, por isso ele explorou as linhas e os pontos tornando-se o precursor da arte abstrata.
            O ponto também poderia transmitir a sensação de estabilidade, enquanto a linha, continuidade e movimento.
            Como podemos notar, algumas obras de arte são abstratas, outros são tão ligadas à representação fiel da realidade que chegam a enganar nossos olhos.
            Muitas vezes ficamos confusos, sem saber se a obra é uma foto, uma pintura ou a realidade. É como se a obra fosse uma janela aberta para o mundo real.
            Para conseguir essa ilusão, o artista precisa considerar muitos aspectos durante a criação. Um deles é a profundidade. Mas como o artista cria a ilusão de profundidade no espaço bidimensional contando apenas com a altura e a largura?
Planos
            Uma das maneiras de criar a ilusão de profundidade no papel é usar planos. Para entender melhor é só imaginar que um desenho pode ser formado por várias partes, colocadas umas sobre as outras. Podemos chamar essas partes de primeiro plano, segundo plano e planos intermediários.
·         Primeiro plano: também chamado de plano próximo, é aquele que parece estar mais perto do observador. Nele, em geral, as figuras são maiores, mais nítidas e estão colocadas na base inferior do desenho.
·         Segundo plano: também chamado de plano afastado, é aquele que representa o “fundo” da imagem, ou seja, o que parece estar mais distante do observador. Contém figuras pequenas, muitas vezes esfumaçadas e localizadas nas zonas superiores da tela.
·         Planos intermediários: são os que ficam entre os dois anteriores. Outro nome para esse tipo de plano é o plano médio.
A diferença entre as figuras do primeiro plano e do segundo plano é que há a ilusão de maior ou menor profundidade.
           
Nesta pintura, por exemplo, o primeiro plano engloba a vegetação, o segundo plano as montanhas e o céu, enquanto no plano intermediário se concentra no mar.


Estudo de Perspectiva


Perspectiva

            Outro modo de representar objetos com volume e paisagens com profundidade em uma superfície plana (ou seja, num desenho) é usar a perspectiva linear, conhecida também como a teoria da representação do verdadeiro, elaborada pelo artista italiano Filippo Brunelleschi
            Na perspectiva linear, nosso olhar “caminha” entre duas linhas imaginárias, que se encontram num lugar distante, chamado de ponto de fuga. É o que ocorre , por exemplo, quando avistamos uma estrada reta e bem longa e ela parece ir diminuindo de largura até terminar num único ponto, formando a figura de um triângulo. O ponto de fuga é a representação do infinito sobre o plano.
            Para desenharmos em perspectiva devemos observar três elementos:
·         Linha do Horizonte (LH) – é a linha imaginária do encontro entre o céu e a terra. Ela define o ponto de vista do observador, ou seja, a altura de seus olhos.
·         Linhas Convergentes – são linhas que no mundo real são paralelas, mas que na imagem em perspectiva parecem se encontrar num ponto.
·         Ponto de Fuga (PF) – é o local onde as linhas convergentes se encontram. Geralmente fica sobre a linha do horizonte. O ponto de fuga pode ficar no centro da linha do horizonte,à direita, à esquerda ou até mesmo fora da imagem retratada.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

RETRATO


Eli de Castro - Retrato de Geisa
            A representação da realidade foi um tema constante na história da arte, mas isso começou a mudar na segunda metade do século XIX com o advento da fotografia. Desde então os artistas foram perdendo a exclusividade. Uma fotografia poderia ser realizada em menos tempo e de forma mais realista. Por causa disso alguns começaram a dizer que esse seria o fim da pintura, mas pelo contrário: A invenção da fotografia deu aos artistas a oportunidade de experimentar novas possibilidades. Por causa disso surge o Impressionismo, o Pós-Impressionismo e a arte Moderna.
            Apesar da arte contemporânea distanciar-se cada vez da mera representação da realidade, o realismo ainda tem a capacidade de nos envolver. Por isso o retrato se torna um tema atual.  
            O retrato sempre me causou esse encantamento e como artista, sempre procurei meios para poder representar de modo realista a figura humana. Para isso realizei inúmeros retratos. Mas gostaria de apresentar alguns que creio serem os mais significativos nessa trajetória. Esse que vocês estão vendo é o mais recente.
            Este é um retrato de um senhor que faleceu há algum tempo. O seu filho me encomendou esse retrato para homenageá-lo. Decidi mostrar para vocês as fases  de construção dessa obra explicando como faço para realizar um desenho como esse.

Eli de Castro - Retrato a Carvão

Desenho 01

            Na primeira fase do retrato eu faço uma espécie de estudo para saber como vou realizá-lo evitando alguns erros. Em seguida marco as linhas auxiliares para determinar o espaço de cada elemento da figura. Na sequencia, apago as linhas auxiliares e começo a marcar as sombras. Nessa imagem vocês estão vendo apenas o início da marcação das sombras.
Desenho 02

            Agora vocês estão vendo a marcação das sombras e a marcação do fundo. Para mim, iniciar marcando o fundo me ajuda a ver com mais clareza os tons para poder realizar o sombreamento de modo fiel.
Desenho 03

  Desenho 03

            Nesta fase aprofundo marcação das sombras realçando os tons e corrigindo alguns detalhes. Na sequencia começo a marcação do cabelo aplicando manchas em vários tons que me auxiliarão na arte final.
Desenho 04 - Detalhamento do Cabelo e Realce do Sombreamento

Retrato Finalizado
Primeiro Estudo para "Mota"

Segundo Estudo para "Mota"

Mota - Linhas auxiliares

Mota - Retrato a Carvão - Desenho Finalizado


 
Dona Silu - Linhas auxiliares

Dona Silu - Linhas auxiliares
Dona Silu - Sombreamento




segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

UM PARALELO ENTRE A ARTE RELIGIOSA DO RENASCIMENTO E A ARTE NEOPENTECOSTAL

Leonardo da Vinci
           Durante muito tempo na história da arte os temas religiosos tiveram primazia. Percorreram um longo caminho desde a idade média até o final do século XIX. E apesar das constantes mudanças do pensamento humano que influenciaram o modo de ver a religião durante esse período, essa temática ainda perdurou. Nesse espaço de tempo o merecido destaque ao Renascimento, que após a idade média influenciara por séculos o modo de ver e representar a arte por meio da religião e do apuro técnico.
            O Nome “Renascimento” se origina do termo “renascer”, que significa nascer outra vez, surgir à luz. Esse nome foi escolhido por seus contemporâneos cientes do que buscavam aprofundados em suas pesquisas baseados no período anterior da idade média que não correspondera nas descobertas científicas que abrangeram diversos campos do conhecimento humano como a arte, a filosofia, a literatura, a matemática, a medicina e demais.
            O Renascimento surgiu na Itália e desenvolveu-se entre os séculos XIV e XVI.  Suas idéias foram influenciadas por São Francisco de Assis, um religioso devoto que pregava uma nova filosofia. Afirmava que Deus se revelava na natureza, em todo ser vivo ao redor, desse modo não deveriam os homens voltar-se somente para cima ao encontro de Deus sendo Ele um ser pessoal que está o seu lado. Esse pensamento mudou radicalmente a relação entre o homem e a natureza das coisas. A aproximação de Deus com os humanos fez com que olhassem a sua volta e conseqüentemente para si mesmo como um receptor divino podendo encontrar individualmente as respostas para questões esclarecidas somente pela igreja.


           Anteriormente a arte era impessoal e dominada por rígidas convenções, como vocês vão perceber observando essa obra que conta a história de São Francisco de Assis. Os santos e os seres divinos eram representados com um olhar distante em direção ao vazio remetendo a visão espiritual acima dos atrativos terrenos; não era importante a verossimilhança de alguns personagens representados, pois os símbolos que os envolviam eram considerados suficientes para indicá-los; a altura dos mesmos era escolhida tendo em vista sua importância no círculo religioso e sua localização nas obras também atestava este fato. Mas a partir do Renascimento as formas se tornaram mais naturais e a realidade passou a ser representada. Para tanto foram necessários anos debruçados em pesquisa para que os artistas alcançassem o domínio técnico que almejavam baseados na escultura e literatura romana. O artista do Renascimento deveria ser iniciado nas mais diversas áreas do saber, sendo que, para representar a realidade exatamente como ela surge à vista, lhe era exigido que entendesse a natureza das coisas. Assim, o conhecimento sobre a luz se tornava indispensável para a representação das sombras e das cores, o conhecimento da perspectiva possibilitando ao artista criar a ilusão de profundidade no espaço, o conhecimento geométrico e matemático para representar com precisão as formas, entre outros. Para isso buscaram sua inspiração no molde greco-romano de beleza, que de igual modo requeria apuro e requinte.
            Apesar dos renascentistas viverem uma nova fase na história da arte, os temas religiosos não se desvencilharam pelo distanciamento do medievo, pois grande parte dos pedidos aos artistas partiam dos clérigos direcionados a igreja, dessa forma os temas eram predominantemente religiosos. Mas outros temas eram representados incluindo os mitológicos devido aos mecenas e outras personalidades da alta classe que faziam encomendas para sua coleção pessoal.
            Com o passar dos séculos a representação fiel da realidade foi questionada e discutida de diversas formas e, gradativamente foi sendo superada tornando-se em muitos casos obsoleta. Isso também diz respeito aos temas religiosos que aos poucos cederam lugar a um novo conjunto de temas refletindo o ecleticismo e o ceticismo destituindo a religião de seu posto por muito tempo conquistado.
            Hoje existem inúmeros grupos e facções com pensamentos independentes restringindo a possibilidade de uma verdade absoluta superada pela idéia de que tudo depende de um modo particular de ver as coisas. A religião e a arte inseridas nesse quadro também se diversificam, mas revelam particularidades que dialogam com o Renascimento. Os cristãos ainda preservam em sua doutrina preceitos desse período que se moldaram segundo a ideologia de grupos distintos de católicos e protestantes. No caso da arte contemporânea, ela busca novos espaços e materiais não usuais para distanciar-se dos métodos tradicionais de uma arte superada rejeitando a mera representação da realidade não optando essencialmente pelo apuro técnico, mas pelo valor da idéia que deve dialogar com o observador da obra, contudo o domínio técnico de modo resistente ainda dita o nosso senso de valor sutilmente arraigado numa maneira renascentista de ver as coisas influenciando não somente o senso crítico dos não iniciados.
No Renascimento as obras que representavam temas religiosos eram carregadas de realismo e apuro técnico, contudo minha obra procura dialogar com o apuro técnico e a imperfeição refletindo o anseio neopentecostal pela plenitude do espírito através de expressões temáticas e técnicas relevantes a contemporaneidade, seguindo uma forma particular de ver as coisas libertando-me da expressão religiosa renascentista envolvida por convenções técnicas e eclesiásticas a procura de representações não ilustrativas de temas bíblicos.

Hematidrose 

Conexão com Outros Artistas

            A pintura e escultura de Miguelangelo, sobre tudo no final de sua carreira, serviram como grande fonte de inspiração para os meus desenhos, justamente pelo diálogo com a expressão técnica e a desconstrução das formas, como podemos notar claramente nas pinturas do teto da Capela Cistina onde figuras exageradamente volumosas e desproporcionais nos brindam com a revelação consciente de um gênio criando um paralelo entre o Renascimento e o Maneirismo. Em algumas de suas esculturas nota-se o profundo conhecimento da anatomia humana estilizado em figuras inacabadas aparentando intenso desejo de libertação do mármore.

Michelangelo - Obra Renascentista


Com as marcas grosseiras dos cinzéis e do trabalho interrompido em pleno andamento parece que as figuras estão brotando de dentro do blocos de mármore.


El Greco - Obra Maneirista

              Um diálogo bastante evidente e correlato se dá também entre a minha obra e a de Renato Guttuso, um dos maiores expoentes da arte italiana do século XX, no sentido de seu desprendimento com a representação puramente figurativa. Apesar de sua formação acadêmica seguindo os métodos tradicionais ele não se restringiu apenas ao realismo. Em algumas de suas obras se pode notar um grande distanciamento das convenções acadêmicas com tamanha liberdade e espontaneidade que poucos ousariam empregar. Em seus desenhos e pinturas identificam-se características próprias do esboço por meio de traços despreocupados e imediatos onde a técnica dialoga com o impreciso.

Renato Guttuso


         Na obra do artista plástico Adalberto Alves esta conexão continua por levantar questões relevantes ao ser humano nos dias atuais discutindo sobre corpo e suas diversas implicações como a fragilidade e a efemeridade por meio de inquietações pessoais, onde o desenho livre de convenções e a forma seriada de apresentação das obras expressam tais pensamentos.

                                                                           Adalberto Alves